TÂNIA CARVALHO

Inspirado nos textos de Valter Hugo Mãe, Síncopa resulta num solo fascinante de pura fisicalidade, onde a coreógrafa Tânia Carvalho reúne a sua atenção na reflexão sobre a existência humana e a sua condição.
Num ambiente imerso por uma quase escuridão, gestos e mecanismos de movimento como o balançar de braços e o bater dos pés são realçados por uma densa partitura de piano da sua autoria.
Uma composição coreográfica onde, como escreve Valter Hugo Mãe, “O coração e as tripas, as pernas e a boca entram para dentro dos ossos. Cada charco de sangue, qualquer canto de olho, as unhas afiadas, até as narinas ofegantes, tudo entra para dentro dos ossos. A superfície opaca dos ossos, pétrea e esfriando, não acusa a presença de ninguém. Assim se fica só. O gesto confinado, interior, quase impossível, um gesto que é pensamento, apenas pensamento, mas que pode quase tudo. Assim se fica só.”

Ficha Técnica

COREOGRAFIA E INTERPRETAÇÃO | Tânia Carvalho 
ASSISTENTE DE ENSAIOS | Petra Van Gompel 
MÚSICA | “Nada” de Tânia Carvalho 
FOTOGRAFIA | Margarida Dias
TEXTO | valter hugo mãe
FIGURINOS | Aleksandar Protic
PRODUÇÃO | Tânia Carvalho
PRODUÇÃO EXECUTIVA | João Guimarães
CO-PRODUÇÃO | O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo) 
APOIOS | Alkantara
AGRADECIMENTOS | Régis Estreich 
DURAÇÃO | 45 minutos

Tânia Carvalho é uma artista cuja vontade de expressão não se esgota numa única linguagem. Com uma obra densa e versátil, adota uma abordagem cada vez mais multidisciplinar, transitando entre a coreografia e a música, entre a dança e o teatro. Detentora de um universo simbólico próprio, as suas criações vagueiam pelas sombras, pela vivificação da pintura, pelo expressionismo e pela memória do cinema, pelos corpos que se transformam noutras coisas que não corpos e pela ideia de liquidificação de algo sólido.

30 de Agosto
21h30

Black Box

Pavilhão Escola Secundária