04.07

21h30

PAVILHÃO MUNICPAL
JOÃO DOS SANTOS MARTINS COM ADRIANO VICENTE E JOÃO BARRADAS

Coreografia

DANÇA

Ⓒ José Carlos Duarte

Em Coreografia, João dos Santos Martins propõe uma reflexão sobre a forma como a dança parece comunicar, embora não pressuponha a expressão de uma língua. A obra explora simultaneamente escrita, fonética, gestos e expressões faciais das línguas portuguesas como formas de literalidade que emergem e se fazem ressoar no corpo. Assumindo que a dança é também uma prática formal e abstrata, como é que texto e contexto podem ser incorporados? Se por definição “coreografia” reúne as palavras dança e escrita, o que acontece quando consideramos esses conceitos em colisão? Com o bailarino Adriano Vicente e o acordeonista João Barradas, Coreografia foca as relações entre corpo, signo, linguagem e som.

Biografia:

João dos Santos Martins tem articulado a sua prática entre várias formas que focam a dança, seja como coreógrafo e bailarino, seja como curador ou editor. O seu trabalho, geralmente desenvolvido em processos colaborativos, é atravessado por questões que concernem genealogias da história da dança, processos de transmissão, a relação entre prática e discurso, e paradoxos sobre a atividade de dançar. Juntamente com Ana Bigotte Vieira, criou um dispositivo para o mapeamento colectivo da dança em Portugal — Para Uma Timeline a Haver. Em 2014 fundou a Parasita, uma cooperativa de artistas de que faz parte.

Ficha técnica:

COREOGRAFIA | João dos Santos Martins
INTERPRETAÇÃO | Adriano Vicente
MÚSICA E INTERPRETAÇÃO AO VIVO | João Barradas
GUARDA-ROUPA | Constança Entrudo
PRODUÇÃO E DIFUSÃO | Materiais Diversos
PRODUÇÃO EXECUTIVA | Associação Parasita e Association Mi-Maï
CO-PRODUÇÃO | Alkantara, Associação Parasita, Centro Cultural Vila Flor, Materiais Diversos, Museu de Arte de Seul
RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS | Espaço Alkantara, Centro Cultural Malaposta, Estúdios Victor Córdon, 23 Milhas
AGRADECIMENTOS | Sandra Gorete Coelho
CRÉDITOS DA FOTOGRAFIA | José Carlos Duarte

Materiais Diversos, Associação Parasita e Alkantara são estruturas financiadas pela República Portuguesa | Cultura-Direção Geral das Artes.